As Parábolas de Jesus em Lucas

Este é um estudo que foi ministrado no ano de 2010. Nosso tema na ocasião era o Perfil do evangelista Lucas. Nesta parte, abordamos as parábolas de Jesus que aparecem no evangelho de Lucas. É interessante notar que é neste evangelho onde aparece o maior número de parábolas, com muitas exclusivas, não figurando em outro dos Evangelhos.

Parábola é uma espécie de alegoria apresentada sob forma de uma narração, relatando fatos naturais ou acontecimentos possíveis, sempre com o objetivo de declarar ou ilustrar uma ou várias verdades. Uma parte importante dos ensinamentos de Jesus foi constituída por parábolas. Embora não fosse novidade o uso desta técnica, a análise leva a crer que Ele a usou com mais propriedade e em maior quantidade, comparativamente a outros personagens ou livros da bíblia.

Representação bizantina do evangelista Lucas. Embora não tenha sido testemunha ocular dos fatos, o registro de Lucas sobre Jesus é dos mais completos.

Este modo de expor tem sido entendido como uma técnica pedagógica, cujo objetivo é apresentar um raciocínio e uma conclusão, por detrás de uma breve narração, facilitando sua memorização e permitindo que o ensinamento de fundo possa surgir gradativamente na mente dos ouvintes, até a sua plena compreensão. Pode ser considerada também como uma forma de deixar escondido ou apenas subentendido um ensinamento para aqueles que ainda não apresentam condições de entendimento.

Jesus usava parábolas por dois motivos principais:

  • Com este recurso, usando uma alegoria lúdica e situações cotidianas, muitas pessoas, mesmo as iletradas, podiam compreender melhor a sua mensagem.
  • Por outro lado, os fariseus e demais questionadores de Jesus achavam que estavam diante de um enigma ou questão, assim como eles faziam com Jesus. Como tinham o intuito de colocá-lo “contra a parede”, pensavam que ele estaria fazendo o mesmo.

Jesus ministrava suas mensagens com facilidade em todos os níveis sociais. Ele tinha conhecimento das mais diversas áreas da sociedade e sabia quais eram as suas necessidades. Conhecia como funcionava a lógica dos fariseus e os escribas. Por meio de suas parábolas Jesus levou aos seus ouvintes a mensagem de salvação, conclamava a se arrependerem e a crerem. Aos crentes, desafiava-os a porem a fé em prática, exortando seus seguidores à vigilância. Quando seus discípulos tinham dificuldade para entender as parábolas, Jesus interpretava.

As parábolas são divididas em 3 classes:

I. Parábolas verídicas – a ilustração é tirada da vida diária, portanto seu ensino pode ser reconhecido de forma universal. Ex.: Os meninos nas praças, a ovelha perdida, a Dracma perdida.

II. Parábolas em forma de história – refere-se a acontecimentos passados que são centralizados diretamente em uma pessoa. Ex.: O administrador infiel, o juiz iníquo.

III. Ilustrações – histórias que focalizam exemplos a serem imitados. Ex.: O bom samaritano.

Organizamos as parábolas de Lucas de acordo com os temas centrais que elas abordam. Aquelas com [*] aparecem exclusivamente em Lucas:

Vigilância

  • Os amigos do noivo (12:35-38)*
  • O ladrão na noite (12:39-40)
  • O mordomo fiel (12:42-48)

Os lírios floresciam sem nenhuma ajuda humana, de forma que Jesus os usou como exemplo do cuidado divino

Nestas 3 parábolas é ressaltado a importância de vigiar. Jesus iria aos céus, mas prometia voltar para levar os seus. Assim, os discípulos de Jesus e a igreja que viria a nascer deveriam se manter fiéis, atuantes e vigilantes em oração, pois a hora e o dia não poderiam ser previstos.

  •  A porta estreita (13:24-30)

Jesus nos dá duas lições nesta parábola: 1) servir a Deus exige resignação; 2) O simples fato de “fazer presença” mas não trabalhar para fazer algo significativo no Reino de Deus pode nos levar a perder muitas bênçãos e até mesmo a própria salvação.

  •  A figueira em flor (21:25-33)

Jesus fala sobre sua segunda vinda e os eventos que a precederão. Os discípulos deviam ficar atentos a estes eventos, pois para os servos do Senhor eles deveriam ser tão claros como a figueira em flor, que indicava o início do verão.

Hipocrisia

  • O guia cego (6:39-42)

Jesus critica os fariseus, escribas e doutores da lei. Eles orientavam espiritualmente o povo, mas suas atitudes visavam ganhos próprios. Jesus usa o termo “argueiro” (cisco, partícula) para se referir ao povo, e “trave” (tronco, viga) para se referir aos mestres. O erro dos mestres era um pecado muito maior que o do povo, pois mesmo sendo detentores de muito conhecimento eram hipócritas.

  •  Os meninos nas praças (7:31-35)

Na parábola, os meninos na praça estão, ao mesmo tempo, tocando músicas alegres e cantando lamentações, de modo que não sabem o que querem, logo não fazem coisa alguma. Os líderes espirituais de Israel não aceitavam João Batista sob o pretexto de ele ser um asceta, por isso endemoniado, enquanto a rejeição de Jesus era justificada por ele manter contato com o povo e comer com eles, com a alcunha de “glutão e bebedor de vinho”. Os fariseus afirmavam que o contato com pecadores os tornaria impuros, mas Jesus sabia quem realmente precisava dele.

Testemunho

  •  A árvore e seus frutos (6:43-45)
  • A candeia (8:16-17)

O objetivo da candeia é iluminar. O crente que não dá testemunho fica sem objetivo de vida

As duas parábolas tratam do mesmo assunto. A parábola da árvore ainda complementa que o coração do homem tem uma inclinação natural para o que é mal (Jr. 17:9). Jesus ressalta como deve ser o modo de vida de quem, de fato, é transformado pelo Espírito Santo. As palavras têm que corresponder às atitudes.

  •  O sal insípido (14:34-35)

O sal é um conservante natural e era um produto de primeira necessidade no tempo de Jesus, altamente taxado. Por muitas vezes o produto era adulterado e acabava por perder sua capacidade preservadora. Jesus diz a seus discípulos que eles tinham a responsabilidade de conservar, de evitar a deterioração do mundo através da pregação da palavra e de seu próprio viver. O crente morno, indolente, não serve nem para adubo. (!)

Missões

  • O Semeador (8:5-15)

A parábola do semeador é a alegoria mais conhecida do chamado missionário

Uma das mais conhecidas, evoca tanto o chamado missionário quanto o valor da palavra. O que prega a palavra nunca deve desanimar, mesmo que muitas “sementes” se percam (Is. 55:11).

  • A grande ceia (14:16-24)*

Muito semelhante à Parábola das B0das, de Mateus 22:1-14. Há aqui uma introdução ao ministério universal de Jesus. Os judeus são os convidados, com legítimo direito a participarem da ceia, mas preferem dar desculpas (ninguém compra sem ver e o recém-casado poderia levar a esposa), apegados ao que é mundano. A ceia, que é o evangelho, é de graça. Deus honra o homem com o convite e a rejeição é uma afronta. Já os gentios, marginalizados pela cultura religiosa dos judeus, ganham acesso à graça e às boas-novas.

  •  O edificador da torre (14:27-30)*
  • O rei em guerra (14:31-33)*

Servir a Jesus tem um custo: uma vida de abnegação, de muitas e muitas vezes deixar a própria vontade em razão daquilo que é importante para o crescimento do Reino de Deus. A inconstância implica tanto em humilhação nesta vida, bem como em perda na vindoura.

Amor ao Próximo

  • O bom samaritano (10:25-37)*

Para os judeus, as palavras “bom” e “samaritano” nunca poderiam estar na mesma frase. Por vários motivos, os samaritanos eram detestados pelos judeus:

  • Não eram uma raça pura, ariana como a dos judeus, mas um povo misto de judeus com gentios.

    A parábola do Bom Samaritano atingia em cheio o orgulho dos fariseus

  • Sua religião, conseqüentemente, tinha elementos mistos. Os samaritanos eram egressos do Reino do Norte, quando houve a divisão entre Judá e Israel. Desde o reinado de Jeroboão I, o primeiro rei do Reino do Norte, houve a introdução da idolatria na religião do país (I Reis 12:25-29).
  • Embora seguissem a Torá, como os judeus, uma pequena alteração era ponto controverso: os nomes dos montes Ebal e Gerizim eram trocados. Dessa forma, os locais da benção e da maldição eram invertidos de forma a beneficiar a posição geográfica de Samaria e o monte mais próximo, Gerizim (Deuteronômio 11:29 e 27:4).
  • Os samaritanos não eram tão radicais quanto à lei como os judeus e adotavam uma prática religiosa mais “relaxada”.
  • Existia uma tradição rabínica, provavelmente dos saduceus, de que qualquer indivíduo que ousasse consumir ou mesmo comprar alimentos dos samaritanos deveria ser espancado.
  • Chamar um judeu de “samaritano” equivalia a um xingamento (Jo. 8:48).

Logo, a primeira reação de um judeu ao ouvir uma parábola dessas seria de descrença. Jesus usou dessa ironia justamente pra mostrar a seu questionador que cumprir a lei sem agir com amor para com seu próximo é uma devoção sem valor. Através dessa parábola, Jesus fez com que a simples menção da palavra “samaritano” se tornasse sinônimo da pessoa que age com misericórdia gratuita pela outra.

Oração

  • O amigo inoportuno (11:5-8)*
  • O Juiz iníquo (18:1-8)*

Lucas traz 4 parábolas a respeito da oração

Em ambas, a conotação é sobre a persistência na oração. Deus não é um juiz iníquo, muito menos um vizinho sem consideração. O que vale é a comparação: devemos instar em nossas petições, pois o Senhor está pronto a nos escutar e atender. Se tanto um juiz desonesto quanto um vizinho no seu sono são capazes de atenderem a quem insiste com eles, tanto mais Deus, que é amor.

  • O pai que atende ao filho (11:9-13)

Nossa oração ao Pai não tem reposta inútil. Se homens imperfeitos são capazes de proverem o melhor para seus filhos, que dirá o Pai Celeste.

  • O fariseu e o publicano (18:9-14)*

Assim como na parábola do bom samaritano, há uma tremenda ironia aqui: os publicanos eram a classe mais oposta aos fariseus que se podia imaginar. O Talmude classificava os publicanos como ladrões, assassinos e tantos outros predicados que, para os fariseus, o tornavam inacessíveis à salvação ou a vida eterna. Em sua oração, o fariseu ressalta que faz mais do que a lei pedia. Ele louvava e justificava a si mesmo, enquanto o publicano reconhecia seu estado de pecado e miséria, pedindo que Deus o perdoasse e justificasse, recebendo o que pediu.

Arrependimento do pecador

  • Os dois devedores (7:36-50)*

A ovelha perdida faz alusão ao amor de Deus pelo pecador

Esta parábola foi encaixada na situação que Jesus passa durante o jantar na casa de um fariseu chamado Simão. Jesus tem seus pés ungidos pela mulher pecadora, o fariseu faz seu julgamento, mas Jesus, com esta parábola, demonstra o lugar de cada um deles. Comparando os devedores com o fariseu e a mulher, Jesus os coloca como igualmente pecadores e ressalta que a demonstração exacerbada de amor por parte da mulher era oriunda de seus muitos pecados. A consciência do perdão a tornava uma pessoa muito mais grata, pois sua dívida era maior. Ao mesmo tempo, o fariseu não conseguia dar tanto valor à dádiva de perdão que recebera.

  • A ovelha perdida (15:4-7)

A comparação da “ovelha desgarrada”, usada para indicar qualquer situação em que a pessoa se afasta de seu convívio comum ou objetivo, vem dessa parábola. Na época de Jesus, um rebanho de 100 ovelhas era um patrimônio considerável, de forma que não compensava por em risco a maior parte do rebanho em razão de apenas uma ovelha. Mas os pastores mais atenciosos colocavam nomes em suas ovelhas e as conheciam individualmente. Era uma ligação afetiva e não apenas objetivando lucro. Jesus usa a comparação para demonstrar que Deus se importa muito mais que isso com o pecador, com o filho desgarrado.

  • A dracma perdida (15:8-10)*

A Dracma era uma moeda grega equivalente ao Denário. Correspondia a um dia de trabalho.

Até bem pouco tempo, a Dracma ainda era uma moeda em circulação na Grécia, sendo a mais velha moeda do mundo. Surgiu no século 7º antes de Cristo na Ásia Menor. Durante muito tempo desapareceu de circulação, voltando em fevereiro de 1833, com a independência do país grego, voltando a ser a moeda nacional grega e só foi tirada de circulação em 2002, com a adesão da Grécia à Zona do Euro. Na época de Jesus, a Dracma era uma moeda equivalente ao Denário romano, cujo valor pagava um dia de trabalho. Além do prejuízo financeiro, mulheres recebiam um adorno com 10 Dracmas ao se casarem e a perda de qualquer das moedas era um sinal de grande vergonha, pois o adorno representava a fidelidade. Seja pelo valor financeiro ou cultural, se trata de uma parábola sobre a busca do que está

O Filho Pródigo (sinônimo de gastador, perdulário). Quadro de Rembrandt

perdido, que tem o seu valor no Reino de Deus.

  • O filho pródigo (15:11-32)*

Outra das mais conhecidas e emblemáticas parábolas de Jesus, aparece apenas neste evangelho. É a mais perfeita ilustração da trajetória do crente rebelde, que se afasta de Deus, é lançado na lama por suas escolhas e pelo diabo, mas se volta arrependido para o pai, é recebido de braços abertos. O filho mais velho, que reclama da atitude do pai para com o filho desgarrado, representa os fariseus, que eram atentos à obediência da lei, mas tinham completa vanglória disso, esquecendo-se de que careciam da graça do Pai, além de não saberem efetivamente para quem e para que faziam tudo isso.

Mordomia Cristã

  • Servos inúteis (17:7-10)

A Parábola das Minas tem semelhanças com a dos Talentos. Ambas tratam de mordomia cristã

O termo “servo” desta passagem quer dizer “escravo”. Escravo não é uma pessoa, é “algo”, tem tanto valor quanto qualquer utensílio, objeto ou qualquer coisa que possa ser vendida, comprada, doada ou jogada fora. Os escravos tinham a incumbência de atender a seus senhores e não satisfazerem às suas próprias necessidades. E independente de realizarem tudo que lhes foi delegado, isso não passava de mera obrigação, não sendo mérito nenhum o fato de o terem realizado. Essa parábola traz uma mensagem dura: Jesus espera de seus seguidores muito mais do que o simples presenciar, a mera filosofia religiosa. Com essa parábola, Ele choca nossas mentes a fim de que tomemos consciência da seriedade de nossos deveres.

  • As 10 minas (19:12-27)*

Embora com algumas diferenças, esta parábola é semelhante à Parábola dos Talentos, que aparece em Mateus 25:14-30. A mina era uma unidade de peso também usada no meio monetário. Correspondia a 100 dracmas (ou denários) logo, a praticamente 4 meses de trabalho. O senhor deu a mesma missão aos seus servos, com os mesmos recursos. Deus nos concede sustento, bens e dons espirituais para serem usados no seu serviço. Quando encobrimos nossos dons e deixamos de usar nossos recursos para o crescimento e a difusão do Reino de Deus, nos igualamos ao servo inútil. O mesmo vale para quando não usamos nossos bens para abençoar a vida de outras pessoas.

  • O rico insensato (12:16-21)*

Este personagem sem nome é uma representação do crente que não pratica a mordomia. Ele é chamado de “louco” porque: 1) Tudo o que tinha pertencia primeiramente a Deus e lhe era apenas emprestado; 2) Tentou guardar a bênção de Deus só para si; 3) Pensou só na vida terrena e não na vida eterna, uma vez que a alma só pode ser alimentada com o que é espiritual.

Fugacidade das riquezas

  •  As aves e os lírios (12:22-31)

O "camelo" que passa pelo fundo de uma agulha pode ser um tipo de corda...

Os judeus eram um povo materialista e preocupado com seus afazeres e com suas atividades lucrativas, o que os levavam a se dedicar somente à vida terrena, deixando a esperança da glória vindoura. A comparação com as aves é sobre o alimento, a necessidade física, pois os pássaros, embora saiam à busca do alimento, sabem que vão encontrá-lo. A comparação com o lírio é mais relacionada com o estado de segurança, pois o lírio se torna uma bela flor, muito “bem-vestida”, mesmo que aparentemente ninguém cuide dele.

  •  O rico e Lázaro (16:19-31)*

Esta parábola é possivelmente um fato, algo que aconteceu realmente. Ela não é uma crítica à riqueza, mas sim às atitudes do rico, que só se preocupava em aproveitar a vida, mesmo tendo a miséria à sua porta. Ao mesmo tempo, o miserável Lázaro creu em Deus, não obstante sua situação degradante. Não se trata simplesmente de “justiça poética”, mas é fato que o rico não se interessava em socorrer seu próximo. O vs. 29 traz inclusive uma interessante nota sobre o perfil de Lucas: quando cita “Moisés e os profetas”, Lucas automaticamente afirma que a base do cristianismo e do judaísmo é uma só. Os judeus tratavam o cristianismo como uma seita herética, mas esta afirmação de Lucas conota a semelhança, ao mesmo tempo em que tenta reforçar o cumprimento da promessa.

  •  O perigo das riquezas (18:24-27)

...ou o "fundo de agulha" pode ser uma pequena abertura das muralhas.

Existem duas possíveis associações dessa ilustração feita por Jesus, onde: 1) Camelo, no caso, seria kamilos, um tipo de corda grosso e literalmente impossível de ser passado por um fundo de agulha, se não desbastada a extremidade da corda a ponto de sobrarem poucos fios. 2) Camelo seria o animal propriamente dito (kamelos), enquanto Fundo de Agulha seria uma passagem existente nas muralhas por onde o camelo passaria somente ajoelhado, sem nenhuma carga em seus lombos e empurrado  por homens, sendo que só animais muito bem adestrados conseguiriam realizar a manobra. Em ambos os casos, fica evidente: um rico só pode entrar no reino de Deus pela graça, com ajuda e despido de todo o “volume” que porventura o acompanhe. A questão “quem pode ser salvo?” levantada pelos discípulos vem do fato que na cultura judaica os ricos contariam com favor especial de Jeová, o que Jesus refuta, afirmando que a salvação é uma “impossível” graça de Deus.

O Reino de Deus

  • A figueira estéril (13:6-9)*

A mostarda citada na Bíblia não é a mesma hortaliça que conhecemos. Sua semente é pouco menor que meio grão de arroz...

Esta parábola se refere à nação judaica. O período de 3 anos certamente se referia ao ministério de Jesus, enquanto as tentativas de tornar a figueira frutífera são a mensagem do Mestre. Os Judeus tiveram a sua oportunidade, mas a dureza dos corações levou ao “corte” da figueira, a destruição de Jerusalém em 70 dc pelos romanos. Em seu lugar, foi plantado um ministério universal, frutificando entre os gentios.

  •  O grão de mostarda (13:18-19)
  • O fermento (13:20-21)

A mostarda tem uma semente pouco maior que um torrão de areia. Se plantada, porém, se torna uma árvore alta e vistosa, além de chamativa pela coloração de suas flores amarelas. O fermento também não pode ser escondido na massa, pois a levedura faz com que a mistura cresça. Jesus queria dizer que o Reino de Deus sob ação do Espírito Santo não poderia ser contido, reprimido ou escondido. Os discípulos viriam a conhecer esse crescimento muito em breve, com a expansão da igreja.

  •  Os melhores lugares (14:8-11)

...mas vem a se tornar uma grande árvore.

Os fariseus e religiosos da época de Jesus viviam uma devoção aparente, buscando glória própria. Mais que boas maneiras, Jesus ensina que a humildade é o caminho para ser reconhecido não pelos homens, mas diante de Deus. O Reino não era para os proeminentes, mas para os humildes.

  • Os lavradores maus (20:9-19)

Jesus alude claramente a seu ministério entre os judeus. Os profetas que se levantaram para tentar trazer o povo ao arrependimento foram perseguidos, marginalizados ou assassinados. Os maiores culpados eram justamente os sacerdotes que, com seu falso zelo, buscando inclusive a morte de Jesus, queriam se tornar os donos do povo judeu.

Prudência

  • O administrador infiel (16:1-13)*

A parábola do administrador infiel traz uma constatação chocante

Esta é uma das parábolas mais complicadas na sua interpretação. Na maioria das parábolas, o personagem apresenta um exemplo a ser seguido por sua conduta ou uma lição tirada do erro alheio. O administrador é corrupto, mas acaba ganhando a admiração de seu patrão por ter sido inteligente ao lidar com uma situação aparentemente sem saída. Afinal, já que seria taxado de infiel de qualquer maneira, não importava uma última fraude que garantisse sua acolhida quando fosse demitido. Jesus traz às claras a constatação de uma triste realidade: em sua astúcia, os filhos das trevas eram mais hábeis que os filhos da luz ao lidar com situações cotidianas. Mas Jesus recomenda que seus discípulos estejam atentos para este tipo de situação, pois mesmo das riquezas de origem iníqua deveriam ser transformadas em instrumento de salvação. Mesmo sendo luzeiros neste mundo, um povo santo e escolhido, que deve se portar com dignidade, é importante que os servos de Deus saibam agir com inteligência e prudência. Mesmo que sofram o prejuízo em vida, obterão seu lucro no reino dos céus.

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Biografia

  • Bíblia Vida Nova, Comentários do Dr. Russel Shedd
  • O Novo Testamento Interpretado, Russel P. Champlin
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Um pensamento sobre “As Parábolas de Jesus em Lucas

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