O que estamos estudando no momento – Carta aos Romanos

Na última etapa de nossos estudos sobre o perfil do apóstolo Paulo, terminamos com o livro que tornou a base da doutrina da igreja cristã. É um livro tão importante que é nivelado aos próprios evangelhos por alguns estudiosos. Questões como fé e obras, justificação pela fé, a intercessão do Espírito Santo, a soberania de Deus, as doutrinas da Eleição e da Predestinação e mesmo o comportamento diante das autoridades são expostas e discutidas, o que torna o livro o mais importante legado teológico do apóstolo. Os quatro evangelhos contam a história das boas novas sobre Jesus Cristo e Atos conta como essas boas novas se espalharam por mais de três décadas. Mas se tudo que tivéssemos fosse os evangelhos e Atos, nossa compreen­são da fé e prática cristã seria bas­tante limitada.

Romanos, inclusive, foi certamente o estopim da Reforma Protestante. Martinho Lutero foi inflamado pela mensagem do livro. Numa época em que a igreja apregoava que a salvação viria pela penitência e pela compra de indulgências, Lutero lia em Romanos que “o justo viverá pela fé”, o que inflamou seu coração, ao pensar como um pecador poderia estar perdoado diante de um Deus que é justo e que um dia julgará todas as pessoas. Isso levou o então monge a questionar a igreja Católica e a publicar suas 95 Teses, que deflagariam a Reforma.

Convenientemente, no dia 20/11/11, foi publicado no boletim da Oitava Igreja uma palavra do pastor Jeremias Pereira sobre Romanos, que transcrevemos em parte abaixo:

Martinho Lutero qualificou a carta de Paulo aos Romanos como a “mais importante peça do Novo Testamento. É o mais puro Evangelho. Vale a pena para um Cristão não somente memorizar palavra por palavra, mas também ocupar-se com ela diariamente, como se fosse o pão diário da alma”. Estima-se que este texto tenha sido escrito no in­verno de 57-58 d.C., estando Paulo em Corinto, na casa de seu amigo Gaio, ao final de sua terceira viagem missionária aos territórios que margeiam o Mar Egeu e às vésperas de partir para Jerusalém, levando a oferta para os crentes pobres (15:22-27). O portador é uma senhora chamada Febe, de Cencréia, subúrbio de Corinto, que estava de sa­ída

Martinho Lutero foi profundamente influenciado pela carta aos Romanos, a ponto de enfrentar os líderes católicos na Dieta de Worms e aceitar a excomunhão

para Roma (16:1-2). Como não havia serviço postal particular no Império Romano da época, as cartas eram enviadas por viajantes de confiança. Escreve a igreja em Roma, formada por cristãos judeus e não judeus e seu objetivo era preparar os cristãos de Roma para sua chegada. Embora fosse cidadão romano, nunca estiveraem Roma. A carta serve, portanto, como uma carta de apre­sentação, na qual o Apóstolo expõe, de forma organizada a sua compreensão do evangelho de Cristo. Ele só chegou a Roma 3 anos após ter en­viado esta carta.

A Mensagem: Romanos tem 16 capítulos que po­dem ser divididos (a grosso modo) em:

  • Doutrina: 1-11 
  • e Prática 12-16. 

Doutrina: O homem é pecador e ele é salvo pela graça de Cristo, por meio da fé. Capítulos de 1 a 4: Todos precisam de Cristo (o evangelho de Cristo): Não religiosos (gentios) e religiosos( judeus), pois todos nascem com uma natureza pecaminosa e são pecadores diante do Eterno. Não há um justo sequer (Rm 3:10). A única maneira de ser justificado diante de Deus é atra­vés da obra de Cristo, e não por obras humanas. Assim o Deus vivo é o Justo e o Justificador da­quele que crê em Jesus.

Capítulos de 5 a 8: Aqui o nascido de novo é san­tificado pelo poder de Deus. Ele tem paz com Deus em Cristo, união com Cristo, libertação do domínio da lei; recebe a nova vida no Espírito Santo e ale-gra-sé com a Vitória que tem na Graça de Jesus.

Capítulos de 9 a 11: Aqui são tratados temas difíceis relacionados à justiça de Deus na história humana. Paulo de Tarso trata com exemplos da história de Israel, da questão da soberania Divina, em contraposição à liberdade e responsabilidades humanas, colocando frente-a-frente, sem resolvê–los, temas aparentemente contraditórios e incon­ciliáveis como um Deus soberano que, todavia, responsabiliza o homem por seu mau caminho. Deixa, contudo, uma luz final, dizendo que o pro­pósito final do Altíssimo é o de “usar de misericór­dia para com todos” (11:32). Prática, (como deve ser a vida do justificado por Cristo que recebeu o Espírito).

Capítulos de 12 a 15: Recomendações à santidade e obediência na vida diária coletiva e individual (Rm 12.1-21). Como deve funcionar o corpo de Cristo, a Igreja (Rm 13:1-14). Como o cristão deve se comportar como cidadão (Rm 14:1; 15:21). O bom uso da liberdade cristã.

Saudações finais (Capítulo 16): Vários autores usam este esboço para a Carta aos Romanos: Doutrina e prática. É apresentado aqui para en­corajar a cada leitor.

A classe já está em andamento, mas se você tem interesse no assunto, convidamos a participar e discutir conosco sobre esse fascinante livro, inclusive nos comentários.

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