Satanás: A origem do Diabo está na Bíblia?

Pergunta levantada em uma aula de Escola Bíblica a respeito de um assunto que realmente não é muito discutido atualmente nas igrejas em geral: Afinal, de onde veio Satanás, o Diabo? Onde na Bíblia é mencionado a respeito de sua origem? Quem ele é realmente? Se ele é um anjo caído, onde aconteceu essa queda, já que Genesis começa contando a história do homem? E se ele é um anjo, como pode ter essa imagem monstruosa que costumamos ver reproduzida?

A queda de Satanás, em lápis de Gustave Doré

ATENÇÃO! É bom lembrar que existem diversas visões de teólogos e religiosos em geral a respeito da origem e da forma de atuar do inimigo de nossas almas, mas não há um consenso total, além de muitos detalhes que só são possíveis de se assimilar por inferência, de maneira que vamos apresentar aqui a estrutura de pensamento que julgamos mais crível, aceitável e coerente de acordo com a Bíblia e o que Ela ensina. Se este assunto é de seu interesse, acompanhe nosso estudo.

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Manuscritos do Mar Morto agora disponíveis em versão digital

Os Manuscritos do Mar Morto (ou Manuscritos de Qumran) são uma série de centenas de pergaminhos e fragmentos de documentos encontradas ocasionalmente por um pastor de cabras, em 1947. Estes pergaminhos se tornaram a mais significativa descoberta arqueológica do século 20, especialmente para judeus e cristãos, pois até essa descoberta os escritos mais antigos da Bíblia até então (o chamado “Texto Massorético“) datavam do século nono, o que dava margem para que contestadores da veracidade Bíblica levantassem desconfiança sobre a origem e confiabilidade dos escritos. Após a descoberta, percebeu-se que os escritos originais, que datavam de mais de mil anos anteriores ao Texto Massorético, tinham pouquíssimas diferenças em relação à Bíblia usada pelos judeus, o que atestou o quão fidedigna a Bíblia é.

Os Manuscritos de Qumran são a mais importante descoberta arqueológica do Século XX, além de serem uma prova contundente da fidelidade do texto Bíblico

Embora seja uma descoberta antiga, o acervo de pergaminhos e fragmentos foi mantido sob sigilo por parte do Museu Nacional de Israel até 1991, quando enfim foi liberado para estudo em outros centros universitários pelo mundo, na forma de microfilmes, mas ainda assim eram dados que só podiam ser acessados por um círculo fechado de pessoas. Os originais são mantidos num cofre no interior de um edifício em Jerusalém, construído especialmente para abrigar os manuscritos. O acesso a eles exige pelo menos três chaves diferentes, um cartão magnético e um código secreto.

A grande novidade, porém, foi noticiada na última semana de setembro de 2011, onde, através de um projeto lançado pelo Museu Nacional de Israel e pelo Google, alguns dos famosos manuscritos foram disponibilizados na internet, com o objetivo de torná-los acessíveis a todos por meio da rede. Os internautas poderão pesquisar imagens em alta resolução, procurar passagens específicas, aproximar as imagens e traduzir versos para o inglês. O compêndio digital já disponível inclui o livro de Isaías, o manuscrito conhecido como “rolo do Templo” e mais outros três. Claro que para esta tarefa, todo cuidado é pouco, afinal são documentos únicos já fragilizados pela deterioração natural e mal podem ser fotografados. O processo de digitalização envolveu ex-cientistas da Nasa e uma câmera avançada de US$ 250 mil desenvolvida em Santa Barbara, na Califórnia, que permitiu aos pesquisadores distinguir palavras e outros detalhes que não são vistos a olho nu. A conclusão da digitalização de todos os documentos que podem passar por este processo deve terminar em 2016.

Veja os manuscritos já liberados em  http://dss.collections.imj.org.il/

[Fonte: Agência Estado]